Relatório aponta deepfakes e ataques a fintechs como maiores preocupações para 2020

A empresa Bitdefender (Securisoft no Brasil), especializada em segurança cibernética, divulgou relatório que aponta provável crescimento do “DeepFake” para fins político-militares e com objetivo de lucro por parte do crime cibernético. A técnica consiste em substituir a voz ou o rosto de um personagem a partir de um vídeo real, mas com texto adulterado, que já vem sendo usada por hackers ainda em pequena escala

O documento ainda revela provável aumento de ataques voltados para o emergente mercado das fintechs – empresas de tecnologia no mercado financeiro em 2020. Este ano haverá também proliferação de malwares “multiuso”, adaptados com facilidade às finalidades de cada grupo hacker, diz o relatório.

Diretor da Bitdefender, Eduardo D’Antona destaca que 2020 vai contar com maior incursão dos hackers nas estruturas de IoT (Internet Industrial das Coisas), com tendência a avanço do emprego de ransomwares, software nocivo que restringe o acesso ao sistema infectado com uma espécie de bloqueio e cobra um resgate em criptomoedas para que o acesso possa ser restabelecido.

Os deepfakes tem gerado preocupações. Técnicas de DeepFake foram empregadas com sucesso em dezenas de golpes pelo mundo, como por exemplo uma aplicação de DeepVoice, na qual o clone de um CEO convenceu a gerência de uma empresa a transferir US$ 243 mil (R$ 972 mil) para uma conta hacker.

O relatório aponta que os deepfakes ganharão espaço por conta de uma conjunção de fatores, como a eleição presidencial nos EUA e o recente aumento da tensão geopolítica entre países do Ocidente e do Oriente Médio, o barateamento progressivo do aprendizado de máquina – com maior aparelhamento do cibercrime – e o amadurecimento do outsourcing de artefatos criminosos (malware as a service), por exemplo.

E o Brasil tem um potencial maior que a média dos países para a proliferação dessa prática: “é um dos países em que mais se aplica a fusão dos diversos canais digitais com o uso intensivo de engenharia social fortalecida com a automação robótica. Daí para aderir ao DeepFake é apenas questão de um passo adiante”, prevê Eduardo D’Antona.

Em relação aos fintechs, segundo a avaliação da Bitdefender, grande parte das instituilções que utilizam softwares comerciais (não proprietário) tendem a ter menor nível de segurança. “Com a entrada em vigor da nova lei de dados (LGPD) no Brasil, haverá uma pressão sobre fintechs locais para resolver estas lacunas, além de um risco jurídico maior, principalmente para as startups”, ressalta o executivo.

Com informações do CanalTech

Relatório aponta deepfakes e ataques a fintechs como maiores preocupações para 2020

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