A nova fronteira do crime financeiro: lavagem de dinheiro virtual

A programação do Fórum foi concluída com a palestra do perito criminal federal  Silvino Schilickmann Junior, ex-diretor de Crimes Cibernéticos da Interpol. Por quatro anos na Interpol em Singapura, ele teve a oportunidade de conhecer como se faz polícia em outros países, como a sociedade reage e quais tentativas têm efeito mais eficiente no combate à criminalidade.

“Estamos atentos a estes mundos que são aparentemente distintos, os crimes cibernéticos e os financeiros, mas que apresentam diversos pontos de convergência, a começar pela motivação, que é similar a de qualquer outro criminoso”, disse.

Assim como em crimes comuns, o cyber crime precisa criar meior para usufruiu do dinheiro usurpado, e utiliza de técnicas já aplicadas pelos envolvidos com crimes financeiros. “O crime cibernético usou a plataforma do financeiro, fez o aperfeiçoamento do ponto de vista criminoso e isso volta em benefício aos criminosos puramente da esfera financeira”, disse.

Ele chamou atenção especial ao papel das fintechs, entendidas no Brasil apenas como startups tecnológicas. “No aspecto global, elas indicam tecnologias usadas para facilitar a manipulação do mercado financeiro”, falou.

O grande desafio é mostrar que trata-se de um crime como qualquer outro, e que deve ter a sua respectiva punição. “O criminoso virtual tem uma certeza alta de que não vai punido, porque esse mercado ainda não vê risco de punição. É preciso analisar os dados, investigar e punir efetivamente os criminosos”, resumiu. O 1º Fórum Nacional sobre Crimes Econômico-Financeiros foi uma iniciativa daAssociação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), organizado pela MarkMesse e realizado em Curitiba de 12 a 14 de março, no pequeno auditório da Universidade Positivo (UP).

Organização: MarkMesse

Por Daniela Licht (Básica Comunicações)

Foto: Enéas Gomez

A nova fronteira do crime financeiro: lavagem de dinheiro virtual

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